
"E se hoje ele (samba) é branco na poesia
Ele é negro demais no coração"
Um barracão sem ar-condicionado, horas em pé, milhares de pessoas suando, latas de cerveja e copos de plástico espalhados pelo chão, música alta e a um ritmo frenético. (Vou saltar por cima dos banhos de cerveja e caipirinha que levei...) Posto assim, parece um mau programa para uma noite de sexta-feira. Mas foi MUITO BOM, muito bom mesmo.
Apesar de ter ficado provado que os portugueses não têm o samba no corpo e que mais parecemos cêpos a abanarem-se ao som daquela música (agradeço aos americanos a companhia neste ponto), quando a bateria começa a tocar, não há como ficar parado. O pé começa a mexer, a anca parece que não nos obedece e aí vamos nós dançando (ou fazendo por isso) durante horas seguidas.
Sempre tentando não fazer má figura, o que é inevitável ao pé desta gente. Mas "com o barulho das luzes", tudo passa. Até as horas - quando dei por mim, já lá estava há 5 horas, toda partida, mas com vontade de voltar para o ano.
O Sambódromo ainda vai ter que esperar, que aí a falta de jeito nota-se e muito! :-)
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